PRONAMPE
Pegou PRONAMPE e a dívida ficou pesada?
O PRONAMPE não é uma linha de crédito comum. Ele foi criado para apoiar microempresas e empresas de pequeno porte, com finalidade pública e estrutura própria de crédito. Por isso, quando a parcela pesa ou o saldo parece não reduzir, a análise não deve parar no valor mensal.
É preciso conferir taxa aplicada, Selic, capitalização, encargos, custo total e forma de cobrança.
Juros compostos não são automaticamente ilegais, mas podem existir situações em que a capitalização ou a forma de cálculo mereçam discussão técnica, especialmente quando o contrato não é claro ou quando o custo final se distancia da lógica do programa.
Capital de Giro e CCB
Capital de giro e CCB podem carregar mais risco do que parece.
Muitas empresas contratam capital de giro olhando apenas para o valor liberado e para a parcela que cabe no caixa. Mas contratos bancários empresariais, especialmente Cédulas de Crédito Bancário, podem envolver juros, capitalização, CET, encargos, vencimento antecipado, avalistas e garantias. O problema nem sempre está só na parcela. Às vezes, está no saldo devedor, na forma de cálculo, na renegociação anterior ou no patrimônio vinculado ao contrato.
Antes de continuar pagando, renegociar ou enfrentar cobrança, vale entender quanto a empresa recebeu, quanto já pagou, quanto ainda está sendo cobrado e quais riscos existem.
Renegociação Bancária
Antes de renegociar com o banco, entenda o que está sendo incorporado à dívida.
Uma parcela menor pode trazer alívio imediato, mas também pode aumentar o custo final da operação. Em muitos casos, a renegociação consolida encargos, alonga o prazo, reforça garantias, inclui avalistas ou transforma o saldo em uma nova confissão de dívida mais difícil de discutir depois.
Renegociar não é errado. O risco está em assinar sem entender como o banco formou o saldo, quais encargos foram incorporados e o que a empresa está reconhecendo no novo contrato.